Vultos de mim...
Sou prisioneira de uma solidão invisível
Mascarada por fora dos meus contornos
E ninguém vê a dor silenciosa e triste
A não ser estes meus velhos olhos
Cansada de um tempo que de mim desiste
Sou alma camuflada de um amor forjado
De um outro ser que já não insiste
Em abraçar o corpo, que não é amado
Sou história escondida sem ser decifrada
Transparência altiva de alma calada
Que no passar do tempo se cansou de mim...
E no corpo jaz, senil, agrilhoada
Leda de esperança, em si desgraçada
Em imperativos do seu próprio fim...

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