Silêncio...
Percorro sozinha o caminho das lágrimas
De um velho fantasma em hibernação
Sou caos sedento de sangue e mágoas
Alma revolta em trágica solidão ....
Exaltado vazio a transbordar os poros
Transcreve na pele o sibilar da dor...
E o esvoaçante grito engoliu o choro
Renegando ao corpo o sentido maior....
Silêncio....
Recozido na boca sedenta de palavras....
Sou vulto noturno deambulando pelas estradas...
E entre as mãos estigmatizadas
Carrego, sem abandono, a cruz....

Comentários