A minha realidade é um grotesco emaranhado de sombras, onde me diluo entre penumbras de contrários avessos, espelhados pelas ruas que percorri... E tu serás sempre, em todos os pespontos, recosidos a ferros no meu corpo, os reflexos mais nítidos de mim....
Suicídio...
Dentro de mim ausências e dores De infinita solidão Contornos de palavras que não proferi Talvez o tempo seja essa imensa ilusão De guardar tantos nadas dentro de mim... Trago a voz embargada de silêncio E na mente vozes que me convidam À loucura desmedida e abstracta De abutres que a sanidade me debicam.... Ando nauseabunda em apática sinfonia Talvez siga esta chuva enlameada e fria Aos pés que se arrastam pela estrada... Ando em desencontros de alma sombria As raízes presas à vulgar monotonia De tanto que fui traduzido em nada.... (Em memória de tantos que partem sem conseguirem exorcizar as vozes que os condenam ao fim)...

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