A minha realidade é um grotesco emaranhado de sombras, onde me diluo entre penumbras de contrários avessos, espelhados pelas ruas que percorri... E tu serás sempre, em todos os pespontos, recosidos a ferros no meu corpo, os reflexos mais nítidos de mim....
MEU CORPO...
Meu corpo é uma casa de horrores em alheias soalhadas são lágrimas tecidas em multicores em raízes de silêncio empedradas. Meu corpo é morte e desalento chama que lavra como cinza meu corpo é sopro vulcânico do vento aninhado no deserto dessa brisa. Meu corpo é um túmulo deserto pedaço de loucura, vulto incerto nos braços da tua dor Meu corpo é veste de utopia torre de babel, parca poesia dentes na jugular do teu amor.

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